Etiqueta e tesão em casamentos reais

Queridíssimas, estou aqui em London, participando ao vivo dessa festa espetacular que é o casamento do casal que agora já é um casal casado, não é mesmo?

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Meus pés estão me matando, mas menos que os chapéus das inimigas que já furaram o olho do Elton John inclusive.
Acompanhem, eu estou correndo pra pegar uma mesa boa na recepção e adianto que vou dar o passo-a-passo para você fazer como as três meninas abaixo que chegaram com seus fascinators confeccionados em casa. Fica bem, fica elegante, fica criativo e você pode até tirar a atenção da noiva!

Gentes agora eu tenho que ir, está uma correria danada, uma velha caiu dentro do chafariz, a outra chegou voando com seu chapéu assa delta, pegou um vento de cauda. Que lou-cu-ra, é só o que eu tenho a dizer.
O casal promete dar um chupão pra quebrar o gelo. Vamos conferir.

Passagem de tempo….

O beijo foi tosco, gélido, broxante mesmo. Eu fiquei toda murcha na hora em que aqueles lábios jovens e frígidos se tocaram. Me deu um treco pelo corpo todo uma eletricidade negativa. Olhei pro lado e um cara do Congo com um abadá todo colorido me olhou de volta. Ele pareceu ter sentido a mesma coisa que eu. Nós nos atracamos ali mesmo no meio do povo. O abadá dele me cobriu e nós rolamos na grama. O jovem casal lá de cima daquela varanda ficou olhando por alguns segundos nossa reação imediata ao corta-tesão. Eu acho que foi um bom recado. Mambuta Zubunguê, o rapaz do Congo me adicionou na hora e agora temos um relacionamento aberto no FB.
Até o fim da festa eu conto se  peguei mais alguém, vou dar todas as dicas e furos de etiqueta e moda pra você,com exclusividade.
Beijíssimas e fui arregaçada diretamente da abadia pro abadá do Mambuta.
Ai como era grande.

Laura Chanel

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Perguntinha básica:

Moda e estilo na região serrana

Ai gente que frio. Minha amiga viúva fez um convite daqueles que a gente simplesmente não pode recusar. A coitadinha está na casa dela, no alto de um morro, com direito a ventos uivantes, numa certa localidade da região serrana do Rio de Janeiro, de onde vem uma certa cerveja de nome indígena.
Bem, cá estou eu, enquanto ela toma uma banho escaldante em sua banheira de hidromassagem que faz a casa toda tremer. A casa é de madeira, tão pitoresco isso. Lá fora, grilos, sapos e um akita do vizinho que invade o terreno em busca da cadela no cio. Tudo muito natural. Naturalmente over para minha pessoa que clama por um pouco de Copacabana, com as falanges, falanginhas e falangetas congeladas. E você acha que está bom, que ta romântico? Vinho, lareira? Porcaria nenhuma, ela está solitária, sem macho e eu estou a acompanhá-la sem lareira, tomando o meu Catena, vendo William e Fátima na Full HD. Pelo menos ela manteve alguma conexão com a vida moderna.
Dei um passeio hoje nos arredores e pude perceber como esse povo minhoco usa e abusa dos cachecóis echarpes e xales com tanta naturalidade. É uma coisa bonita de ver a vocação de uma comunidade. Lá onde eu moro, a gente vê a mulher confiante, com suas gorduras à mostra, muito óleo, muito bronzeado, muito cabelo acaju.
Aqui elas têm sempre um curioso pneu na cintura que exibem orgulhosamente com as calças bem baixas. Na serra elas deixam o pneu e a barriga como símbolo de fertilidade. É pra atrair o macho. Sabemos que ancestralmente eles procuravam por fêmeas que pudessem abrigar um pimpolho no ventre. Aqui essa máxima pré-histórica está valendo até hoje.
É interessante. As magrinhas elas andam cabisbaixas, encabuladas. As outras que são a maioria não. Elas usam o jeans de uma fabrica local que concorre com a Gang quase na linha da cesariana e a banha por cima, orgulhosa, fértil, atraente como uma macaco-prego fêmea.
E o que usar para combinar com a calça apertada sob o pneu? Uma bata? Uma chemise? Um anorak? Claro que não, senão, pra que tanto amor àquela banha sagrada?
Na metade de cima vai uma blusa justa e curta, de maneira que possamos ver claramente que acima daquele pneu tem mais. Tem mais pneu, tem mais peito e o sutiã sempre apertado. O objetivo é deixar claro que a mulher é da boa, que emprenha, que dá que tem adiposidade pra dar e vender. E o comprimento da blusa é fundamental. Acima da banha. Ela deve aparecer como quem separa as duas metades de um corpo que clama para ser comido ali mesmo, na frente do Museu Imperial.
Eu sou mulher, sou fértil e minha banha é a prova.
Essa é a minha dica de estilo e  comportamento de hoje.

Eu vou de turbante sempre

Depois de sair viva de mais um dia dos pais regado a muita feijoada com espumante, você faz uma idéia de como eu estou. Com gases. Jacinto, meu personal james saiu a pouco com aquela bandeja de chá e luftal e teceu um comentário que em plena segunda-feira tal qual a de hoje, em que me encontro cheia e quase flutuando, me fez pensar e abordar o tema que está de novo em voga.
Não é que Jacinto observou que minha raiz está mais clara que o restante de minhas madeixas?
E aonde eu vou encontrar um salão aberto na segunda-feira? SE tem UM dia que ninguém pode ficar com o cabelo ruim é segunda. Terça já é complicado, porque se a gente não liga na primeira hora, não acha mais vaga, é o dia das desesperadas que passaram por um domingo e uma segunda sem os retoques. Não, não dá, essa cultura de fechar salão na segunda deixa a gente à beira de fazer loucuras. Eu sou muito contra.
Agora, agorinha estou aqui teclando e mirando uma peça de fazenda vermelhão com bolas médias creme e já bolei as voltas e os nós que darei nela para que cubra todos os fios de meus cabelos, no mínimo todos aqueles que escancaram minha péssima tinturista. Eu não quero saber se minha cor é 6i, se é 7, ou se tem um traço de acaju, eu quero que as pessoas olhem pra mim e vejam uma pelagem sedosa, sem o maldito frizz e, por favor, com alguma coerência no que diz respeito à cor.
Para passar por esse dia turbulento, usarei um turbulante, digo, um turbante.
Os turbantes voltaram com tudo e eu apóio. Apóio e me enrolo toda naquela fazenda vermelha e creme.
Aqui vão algumas dicas de como enrolar sua cabeça com um pedaço de fazenda de como ter atitude e sair de casa com ela.

1- Escolha uma fazenda comprida, afinal você terá que dar muitas voltas e fazer vários nós para que a bagaça fique presa no seu topo
2- Diversifique, tenha um repertório de padrões que podem ir das bolas ao xadrezinho mesa de piquenique, passando pelo brocado e pelos lisos para ocasiões frugais como ir ao jornaleiro.
3- Prepare seu corpo para a moda. Diga ao seu personal que agora é moda e faça uma treino especial do tipo que os corredores de fórmula 1 fazem para fortalecer o pescoço.
4- Vá ao otorrino e verifique o seu equilíbrio. Veja se seu labirinto vai bem, porque um nós mais apertado de um lado, pode causar crises de vertigens e levá-la a sair catando cavaco na rua e até mesmo cair de lado com o turbante na sarjeta.
5- Treine em casa, passe uns dois dias com o turbante pela casa e avise ao pessoal para lhe chamar de surpresa. Assim você ganhará confiança ao virar-se e falar Ah? Que?  Tem gente que pipoca hérnia cervical, menina. Não é pra qualquer uma.
6- A velha e boa toalha de banho também está no páreo. Afinal de contas é um turbante. Use de maneira contextualizada, na praia, na pérgula do Copa, em um resort em Angra, e por aí vai.
7- Use e abuse dos temas. Tico-tico no fubá é uma boa opção pra você que acordou inspirada e resolveu passar no hortifruti: vai de Carmen Miranda, boba! Momento engajado, vai a um almoço beneficente em prol das araras azuis: vai de cocar e, nesse caso, aqui vai uma dica plus, leve um par para você que tope aderir ao visual. Só vai dar tu!

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O assunto é deveras vasto e aqui fico eu, Laura Chanel com meu turbante marroquino que pesa 34 quilos e me chamam de cabeção, mas raízes bicolores, no way.
Beijíssimas e tchau!

Referência - http://bit.ly/98mkEG

BARANGA NA COPA DO MUNDO

Sim eu vim para a copa, quer dizer, vim para a África. Felizmente meu vôo fez escala em Paris e eu aqui fiquei, toda Eiffel. Deveras impressionada com o movimento verde e amarelo resolvi dar um tempo das terras tupiniquins e aproveitar para fazer umas compras numa boa Lê Bom Marche, belissimamente projetada por Gustave Eiffel essa loja é o meu supermercado predileto em Paris. Desta vez hospedei-me no Hôtel de Crillon, um modesto prédio datado de 1775. Em minha suíte tenho quadros de Dali, Miró e Braque e uma fantástica vista para a Place de La Concorde de onde escrevo esse pequeno manual de sobrevivência em períodos de Copa do Mundo. Espero que ele possa auxiliar sua pessoa nessa festividade tão luso brasileira.
Amém.

ONDE ASSISTIR AOS JOGOS?

Essa coisa de bar é muito cafona. Fica aquele bando de gente suada berrando, confraternizando entre si, abraçando a gente na hora de gol. Ah não. Muito ruim isso. Não dá.
Prefira assistir os jogos em sua casa, ou na casa de amigos íntimos. Com eles você poderá compartilhar críticas sobre o Kaká, xingar sem comprometimentos legais a  Branca de Neve, mãe do Dunga, e ainda degustar um lanchinho biofashion com ingredientes biocorretos e tudo acompanhado de um bom Bordeaux.

O QUE VESTIR NO DIA DA DISPUTA?
Se você é daquelas que gosta de usar a camiseta oficial da Seleção, coloca uma calça verde, ou uma saia amarela, um chapéu de estrelas, bandeirolas do nosso país no carro e ainda mete a mão na buzina e berra: BRASIL! É NÓIS. – Então, afaste-se de mim. Cristo! Por que comprar todos os suvenirs da Copa? Só por que estavam em promoção você se animou? Nada disso. Arranque essa meia azul, verde e amarela, tire das mãos esse esmalte azul, amarelo, verde e com essas estrelinhas ridículas colocadas por sobre suas unhas. Isso, agora tire 70% de excesso. Pronto. Estamos quase, quase prontas.
A tendência da copa é uma coisa Adidas, ou Puma. Ataque sua poupança e vá até uma dessas maravilhosas lojas de artigos importados esportivos. Lá você vai encontrar camisetas oficiais de todos os times e a nova linha Adidas McCartneys, da linda, rica e talentosa Stella. Os modelitos são um luxo e caem bem em qualquer ser humana. Eu posso jurar.

O QUE COMENTAR DURANTE AS PARTIDAS?
Enquanto os homens se preocupam com as faltas, penalidades, regras, substituições,
zagueiros, meias e pontas esquerdas e direitas, nós aproveitamos para apreciar
aqueles deuses em cena.
Se você não é uma rainha da mesa redonda evite falar efusivamente sobre as posições
dos jogadores em campo. Pense bem antes de questionar a sexualidade do mestre da
nossa seleção. Sim, muito cuidado para não tecer comentários preconceituosos sobre
os atletas em questão.
Algumas frases coringas sempre funcionam:
- Gol!.
- Falta, seu brutamontes!.
- Pega a minha vuvuzela, por favor..
- A culpa é da Jabulani.

Evite perguntas como:
- Por que diabos o Dunga não escalou o Giovani? (ele já foi da seleção de voley e já foi bonito)
- Caráleo que puta zona do cacete nessa merda de campo.
- E esse Maicon que não se mexe? (quando a câmera estiver no Robinho).
- Gente! Esse Robinho parece uma perereca. (quando a câmera estiver no Maicon)
- Quem disse pra esse menino que ele sabe jogar futebol? (quando a câmera estiver no Kaka com K)

Evite maiores constrangimentos para você e seu par.

O QUE REFLETIR DURANTE O INTERVALO ENTRE UM TEMPO E OUTRO?

Não caia em tentação. Jamais envie seu torpedo para a promoção do Faustão. Você não vai querer ver seu nome estampado numa simulação de placar eletrônico via Embratel para todo o Brasil, vai? E depois. Quem quer uma maçaneta de uma casa onde o vento faz a curva? Ou você acredita mesmo numa casa de 100 mil reais? Deus. Com cem mil reais mal decoro um ambiente. Ah! Me erra.
Enquanto a maior parte dos homens baba nos intervalos comerciais com aquele show de peitos e bundas, releve. Lance seu olhar altivo por sobre aquela cena patética.
Nada de fazer você uma cena de ciúmes em pleno break comercial. Nada mais desagradável do que um casal lavando roupa suja fora de casa. Ainda mais em dia de jogo. Deixe o infeliz se deleitar com as ousadas dos estádios. Deixe que ele deseje ardentemente aquelas loiras peitudas, de olhos azuis, corpos perfeitos e as morenas igualmente boas de bola. Elas estão lá fazendo o trabalho delas e aparecendo no telão do estádio. Que bonito isso.

QUANDO O JOGO ACABAR

Retire-se do local imediatamente. Nada menos elegante do que passar da hora de ir embora. Mesmo que os anfitriões insistam faça-se de difícil, invente qualquer desculpa, despeça-se dos demais e força no acelerador. Encare um trânsito básico e adentre seu lar com a insubstituível sensação de que “você será convidada para o próximo jogo”.

LAURA CHANEL É Les Bains. É Alain Ducasse. É Cartier. É Musée Dórsay. Laura Chanel está em Paris.

Banheiro Feminino: Servimos bem para servir sempre.

SOS BARANGA JUNINA

Manifestações populares estão longe de exercer algum fascínio sob minha loura pessoa, mas devo confessar que os Festejos Juninos me incomodam menos dos que os carnavalescos. Não sei se é porque a estação pede fogueirinhas, no meu caso lareiras, ou se é simplesmente por minha devotada queda pelo Barroco.
Seja por esse, ou aquele motivo uma coisa é fato: eu me divirto com aquelas barraquinhas e bandeirolas Volpi.
E como o objetivo deste site é informar você, mulher moderna e a frente do seu tempo, aqui vão algumas dicas de etiqueta para que você possa se destacar como a Caipirinha mais bem educada do arraiá.

OLHA O MILHO
Nada mais desagradável do que ao desfilar por toda uma passarela junina ver seu saco de pipocas vivo, jogando toda aquela linda e estourada espiga embalagem a fora, enquanto você corre do barulho como uma cabrita pré abate. Lembre-se! Essas coisas vão estourar durante toda a comemoração. Concentre-se e mantenha a classe. Pegue a pipoca, enfie na boca e ponto final.

CHURRASQUINHO DE SÃO JOÃO
Já que você encarou a festança, encare também essa deliciosa especialidade junina, mas muita atenção. Nada de ficar fazendo ponto na barraquinha do churrasco. A não ser que você queira sentir em suas madeixas aquele delicioso aroma de chapa acebolada, ou de algo pior, bem pior. Pra essa hora existe o nem tão inútil adereço intitulado chapéu de palha. Não abra mão dele.

MODA JUNINA
Essa coisa figurino é “naif”. É primitivista. É singela. É São João. Por isso, capriche nos cortes retos e cores fortes. Não precisa misturar tudo ao mesmo tempo agora. É um festejo junino e não um desfile do Gala Gay. Para agasalhar-se o tricô em ponto pipoca é um mimo e dará um toque exclusivo a seu look. Se você tem mais de doze anos de idade, evite aquelas trancinhas ridículas ou chucas saindo do alto de toda uma cabeça. O mesmo vale para as sardinhas e pintas feitas a mão. Muito cuidado ao se maquiar e escolher os acessórios. Nada de botinas da Família Buscapé, controle-se.

AO SOM DA SANFONA
Por favor, prometa agora que por mais animada que esteja a Quadrilha vossa pessoa não sucumbirá ao desejo de dançá-la e nem ficar ao lado da caixa de som, balançando pra lá e pra cá segurando uma saia imaginária.
Se o sacolejo se fizer por demais aprazível, acompanhe-o com a cabeça. Apenas a cabeça e nem uma parte do corpo a mais. Palmas no máximo, e tão somente após o enlace do matrimônio.

QUENTÃO DE SÃO JOÃO
Você sabe do que é feito um Quentão? Pois saiba! A modesta mistura leva um litro de pinga, limões, bem pouca água, cravos da índia, gengibre, paus de canela e açúcar (e isso fermenta), ou seja a coisa não é pra amador. Se juntar essa cachaça de gengibre quente a um furor uterino incontrolável, você provavelmente dará mole até pro padre da Paróquia. Por isso, muita atenção ao molhar seu lindo bico nessa iguaria tão junina, até porque o sexo turbinado pelo quentão pode render fogos de artifício como nunca se viu. Ano passado no meu curral rolou uma cabeça de nêgo que nem te conto. Loucura, quase pegou fogo.

BOMBINHAS FESTIVAS
Tudo a base de milho, batata doce e muito amendoim. É canela em pau pra cá, cravo da índia pra lá e isso tudo sacudindo num processo todo digestivo dentro de sua barriga. Muita atenção. Rojões devem ser soltos em ambiente controlado, caso aquela insustentável vontade a pegue de surpresa, encontre rapidamente um conglomerado de pessoas e relaxe fazendo aquela cara brava e inconformada de “quem peidou?”

CUIDADO: NÃO ELIMINE SEUS GASES ENQUANTO PULA A FOGUEIRA OU PODE SER LANÇADA AO ESPAÇO SIDERAL.

CANTADAS DE SÃO JOÃO
Se grande parte da festança já se arranjou, se a fogueira já tá na brasa e nem o mocinho do triângulo te passou uma cantada, sem problemas. Retire o quanto antes sua batata do local, nada de deixá-la assando ao relento. Saia do sereno e curta sua quente e deliciosa cama em sua própria companhia. Nada mais me, my self and I do que partir sem ressentimentos consigo mesma.
É sabido que, comemorações juninas não se prestam para o flerte. Quando muito, você troca olhares com homens interessantíssimos e igualmente comprometidos que estão enfadados com o próprio matrimônio homenageando a escolinha do filho, ou a igreja de sua amada e santa esposa. Cuidado.

E para terminar e fazer bonito decore a melodia de Lamartine Babo magnificamente gravada por Carmem Miranda.

Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio São João ficou zangado
São João só dá cartão
Com direito a batizado
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho num sorriso:
Minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio…