O HOMEM A NÍVEL DE CATÁSTROFE NATURAL

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O HOMEM-TSUNAMI
O sujeito chega de mansinho, a gente está ali, distraída, achando que nada mais quer saber de pegar a gente. De repente, você sente aquela coisa que não sabe de onde vem: é ele. O Homem-tsunami é assim imprevisível, mas nem tanto, antes dele geralmente rola um tremor, mas a gente tem mania de não dar valor aos sinais e acha que está tudo normal. Algumas amigas dão o alerta de tsunami, mas a gente nunca imagina como ele vem. E ele chega arrasando o quarteirão. Leva tudo de uma vez só, o nosso coração, a nossa cabeça e o resto todo. O Homem-tsunami provoca imensos estragos, porque ele passa e vai embora e só volta sabe Deus quando. Infelizmente, não posso nem te dizer pra se preparar pra ele, porque é impossível, portanto, prepare-se para se recuperar dele.

O HOMEM-TERREMOTO

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Parecido com o Homem-tsunami, ele é um pouco mais previsível. Muitas de nós passam a vida inteira treinando para quando ele chegar e ele nunca vem. Quando o Homem-terremoto chega, é uma loucura, ele faz a gente tremer pra valer de cima a baixo. Eu já encarei um de 9 pontos na escala Ritchie, mas isso foi nos anos 80, ele era mesmo um menino-veneno (licença trocadilho). Desde então, posso assegurar que faço um treinamento atrás do outro, esperando pelo meu próximo Homem-terremoto. Enquanto isso, encaro réplicas e tremores de pequena proporção.

O HOMEM-FURACÃO

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Em 79 eu peguei o David, em 92 foi o Andrew – ai, o Andrew – Não sou chegada, mas Irma está me fazendo considerar o assunto. O tipinho Homem-furacão é todo cheio de merda, destemperado, hoje mais popularmente chamado de bipolar. Um dia ele está controlado, te dá bom-dia, beijinho no café da manhã. Duas horas depois ele ganha força e começa a reclamar que a casa está uma bagunça, que as crianças não dão sossego, e aí já viu. É copo pra cá, roupa de cama pra lá. Ele começa a se descabelar, e, até que a crise passe, você tem que gastar muita lábia e se munir de muita paciência. Dali a pouco ele começa a perder força e vem todo sorrateiro, com uma baforada na sua nuca, e fica difícil se livrar do Homem-furacão, que é de altos e baixos, mas que te deixa tonta. Twister, pega, Twister!

O HOMEM-GEADA

“Amor, vamos ver aquele filme hoje?”; “Hoje tem brasileirão”. “Benhê, faz uma cosquinha aqui no meu pescoço?”; “Tô com sono.”

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Não tem nada que você diga ou faça pra quebrar a frieza do Homem-geada. Nada o comove, nada o emociona. O fato de ele estar com você já é uma situação a ser estudada. O Homem-geada é assim mesmo, gélido, imune a beicinhos e choramingos, que ele trata de congelar imediatamente para continuar a sua vidinha sem graça. Homem-geada, eu quero que você derreta debaixo de porrada, vou chamar o Homem-vulcão ativo.

O HOMEM-TEMPESTADE DE AREIA

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Mais um tipo de homem inconveniente. O Homem-tempestade de areia deixa a gente sem fôlego – assim que damos de cara com ele, mal conseguimos respirar, eu admito, mas junto com tanta emoção ele vem também com muita rispidez. O Homem-tempestade de areia não tem tato, ou melhor, ele acha que está fazendo tudo certo, mas é desajeitado, espaçoso. Ele invade a casa da gente sem a menor cerimônia e vai deixando suas pegadas pela casa toda. É muito ruim a gente ter que dar aquele toque de amiga no sujeito que acaba de conhecer e que já vem se aboletando em nosso lar. O mais desagradável da convivência com o Homem-tempestade de areia é que sexualmente ele causa um certo desconforto. No rala-e-rola ele mais rala que rola.

O HOMEM-CABEÇA D’ÁGUA

Como todos os tipinhos-catástrofe, ele vem de repente também. Olha, eu não sou chegada mesmo a essa coisa “de repente”. A gente conhece o sujeito, está ali no barzinho toda produzida, batendo aquele papo cabeça, e ele começa a dizer um monte de bobagens, uma atrás da outra, e nos inunda na mesma hora com a certeza de que aquilo é um Homem-cabeça d’água, porque ele não tem conteúdo, não tem um pingo de cultura ou de inteligência. Se chega uma pessoa conhecida, a gente tende a enfiar uma esponja na boca do infeliz pra ver se ele pára de falar merda. Esse é o Cabeça d’água.

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