Quase Casou

Jaque conheceu Wander na faculdade, ela com 21 e ele com 20 anos. Amavam-se
loucamente. Wander era um vulcão de ciúmes e muito mulherengo. Chifrou Jaque sempre, com requintes de crueldade, mentiras . Eles brigavam, ela se rasgava toda, ele pedia perdão e dizia que era um canalha e não a merecia, Jaque ficava comovida e tudo recomeçava. Seis anos depois Wander pediu Jaque em casamento. Jaque fez enxoval, Wander providenciou a casa de festas. Por uma manobra do destino, Jaque mudou de emprego e ficou a fim de dar pro chefe. Puro tesão e já estava mesmo de saco cheio do Wander. Mas sabe com é, nessas horas de crise só tem duas saídas: ou separa ou faz a loucura de casar! Um mês antes do casamento, Jaque resolveu dar pro chefe. Gostou, voltou caminhando na chuva até sua casa, trajeto fatídico, no qual decidiu seus destinos. Ligou pro Wander e terminou ali, sem dó e com uma ponta de prazer cruel, o que seria mais um casamento por acidente. Wander disse que ia se matar. Jaque não acreditou. Um mês depois, Jaque foi com as amigas pra Búzios, comemorar o não-casamento. Numa tarde de sol forte e muito calor, encontrou Wander na praia da Tartaruga e, bêbada, foi dar os parabéns ao ex-futuro marido, tentando convencê-lo de que aquele era um programa muito mais divertido que o casamento marcado para aquela data. O chefe? Só serviu pra dar o empurrãozinho que faltava.

Publicado em 1999

Dia internacional da mulher e ainda se produz esse lixo.

Não conseguimos nos aboletar em portal algum nas velhas e ridículas sessões “mulher” porque as editorias continuam a reproduzir e repetir as mesmas drogas que se enfia nas cabeças femininas desde a idade da pedra.
Sendo assim, só nos resta relaxar e GOZAR.

7 maneiras de cuidar do relacionamento

“Existem algumas coisas que elas fazem e que acabam tornando a situação difícil para o pobre rapaz.”

Não deixe ele de fora da conversa das meninas
Quer dizer, você está com a  mulherada falando justamente sobre o desempenho dele, mas chame-o para a roda e abra uma discussão aberta que o deixe bem à vontade. Comente animadamente sobre o formato de seu pênis e faça suas amigas contarem cada uma como em seus primeiros encontros alguns caras broxam com a pressão. Ele há de se sentir incluído e acolhido por suas amigas.

Não seja excessivamente carinhosa
Chame-o pelo nome e não por apelidos, inclusive, se ele tiver um sobrenome do tipo repartição pública fica mais legal ainda.
Ô Palhares, solta uma gelada, bem suada com colarinho!
Ô Xavier, descola um quente pra nóis!
Cadê meu espumante, Nem?”
E dê uma ombrada pra agradecer e demonstrar publicamente como vocês têm uma relação despojada.

Não toque em assuntos pessoais
Não é de bom tom apresentar seu namorado novo aos seus amigos e contar que ele foi à bancarrota, ou ainda que suas irmãs são operadas, ou que ele tem o famoso pau-bico-de-chaleira. Abafe o caso.

Não negue quando ele tenta pagar
No caso dele querer pagar a conta para “mais de uma mulher”, controle seu ciúme financeiro e deixe o rapaz cometer essa gentileza. Sabemos que nós mulheres “detestamos” quando um homem é gentil, mas faça esse esforço só para que ele se sinta prestativo, caso contrário, para que mesmo ele acha que serve? Pois então, é para o bem dele.

Não fale sobre sua vida sexual
Todos os seus amigos sabem de suas habilidades e talentos sexuais, mas tente não comentar abertamente sobre a última suruba onde você fez um por um dos que estão presentes. Ele pode ficar incomodado. Não que você se exponha ou que isso seja um assunto íntimo. O principal desse toque é que ELE não deve ficar sem jeito.

Não force ele a conhecer seus amigos
Como desenvolver esse tema?

Bem, como você deve ter percebido, as 7 maneiras são 6.
É muito simples manter um relacionamento. Boa sorte, amiga.

Link de referência

A verdade nua e crua

Estou farta e cheia de receber emails de jovens mulheres com úteros em fúria e o nervoso por não chegar o príncipe. Pois amigas, tenho que lhes revelar a boa nova. Casamento parece uma coisa linda, mas gente não é, não é, não, não é. SE você pensa que as coisas hoje são muito diferente, elas são mesmo, mas há resquícios de uma era pra lá de glacial, onde nosso senhores de Nenderthal nos faziam pedir penico pra continuar naquela lama que era o casamento. Outro dia Mahmoud Ahmadinejad renegou os horrores que as mulheres viveram em seus casamentos na décadas de 40, 50, 60, 70, ai pára. Não deixem isso cair no esquecimento.JORNAL DAS MOÇAS
* Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (1957)
* A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho na rua. (1945)
* A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (1959)
* A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa. (1955)
* A cozinha pode ser a causa do naufrágio de um lar… ou seu levantamento. (1945)
* Se o marido fuma, não arrume brigas pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa. (1957) * É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (1957)

REVISTA CLÁUDIA
* Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto. (1962)
* A mulher ideal á carinhosa em casa e austera fora dela. (1962)
* Não acredite que uma fatia de queijo e um sorriso luminoso podem substituir um jantar malogrado. (1962)
* Se a mulher deu um mal passo deve arrepender-se de seu erro, deixar de lado o amor proibido e as ligações perigosas e assumir seu erro, propondo-se a não cometê-lo novamente. (1963)

REVISTA QUERIDA
* É importante compreender a diferença entre um flerte inocente e certas facilidades, que fazem uma jovem perder o seu próprio respeito e o dos rapazes. (1961)
* Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (1954)
* O noivado longo é um perigo. (1953)
* O lugar de mulher é no lar, o trabalho fora de casa masculiniza. (1955)

Preciso dizer mais? Moças dos anos 2000 valorizem cada centímetro de seus apartamentinhos de solteiras e não permitam que namorados acomodados se joguem em seus sofás-chaises e ainda mandem no tamanho de seus decotes. Vive La libertêêêêê!!!!

Cantando no WC- Meu iáiá meu iôiô

Wando canta no Banheiro.

Que atire o primeiro pandeiro que nunca escutou a doce melodia do apaixonado Wando em homenagem a sua Iaiá seu Ioiô.
Chiclete de ouvido, essa canção embalou multidões.
Nós mulheres de calcinha do Banheiro Feminino, temos o prazer de traduzir mais essa pérola do cancioneiro popular romântico brasileiro.
Wando é pop, Wando é peixe, Wando é sexy, Wando é fogo, Wando é paixão.


Fogo e Paixão

Você é luz, é raio estrela e luar, manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô.
Você é sim, e nunca meu não, quando tão louca me beija na boca e me ama no chão.
Você é luz, é raio estrela e luar, manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô.
Você é sim, e nunca meu não, quando tão louca me beija na boca e me ama no chão.
Me suja de carmim, me põe na boca o mel, louca de amor me chama de céu, oh oh oh oh oh oh oh oh oh!
E quando sai de mim, leva meu coração, você é fogo eu sou paixão!
Quando tão louca me beija na boca e me ama no chão.

Caminhando, cantando e entendendo a canção.
Você é luz, é raio estrela e luar, manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô

SL. Wando abre sua melodia enaltecendo o brilho de sua amada. Comparando sua musa a inúmeros numeráveis quatro fenômenos da natureza: estrelas, aos raios de luar, o luar propriamente dito enquanto lua e as manhãs de sol.
Meu Iaiá é um sinônimo de minha querida, uma coisa poética e amorosa. Já o “meu ioiô” tem uma conotação mais sexual. Se é que me entende. Essa coisa de ir e vir, vir e ir, e ir e vir e vir e ir. Sacou?
Ô ioiô gostoso.

WN. Sujeito na sêca, super necessitado de um sexo, pira e fala tudo que vem à cabeça pra conseguir comer a moça (iaiá), mas não esquece de enaltecer o próprio objeto de orgulho, na sua opinião, uma coisa fofa além do fato explícito de que ele vai e vem, o seu ioiô. Ele infantiliza a relação para suavizar o seu tesão incontrolável.

Você é sim, e nunca meu não, quando tão louca me beija na boca e me ama no chão.

SL. A amada é facinha e dá mole pra Wando. Isso fica claro quando ele declara que ela é sempre sim e nunca o não.
E a Iaiá ainda é louca, o beija na boca e dá pro astro no chão, ou seja, ela abre mão daquele colchãozinho, do conforto de uma cama macia, de uma redinha na varanda, etc… É! Para Iaiá não importa que o chão seja duro, o que ela quer é rosetar.

WN. Facérrima. Depois não vai ficar chorando pitanga lá na Sabia Mahara.

Me suja de carmim, me põe na boca o mel, louca de amor me chama de céu, oh oh oh oh oh oh oh oh oh!

SL Carmim número cinco da Loreal é o batom que Iaiá usa para borrar Wando pelo corpo todo.
Me põe na boca o mel demonstra um ato claro de sexo oral. E enquanto Wando manda ver em Iaiá, a impiedosa dona do mel pede sem clemência que ele a leve para o céu e berra: oh!oh!oh!oh!
Pobre Angélica, essa ia de Táxi e com o César filho. Cruzes. (essa matéria é de 2005)

WN. Colega, agora pegou pesadíssmo, chamar aquela água sanitária de mel, não sei não. O fato é que após uma rolada no chão e de ter lambuzado o astro de batom, alguém aí gozou e deve ter sido o Wando pelos urros alucinados.

E quando sai de mim, leva meu coração, você é fogo eu sou paixão!

SL Ato sexual findo ela sai de Wando deixando saudades, ou seria Wando que sai dela? Ah! Tanto faz.
Alta combustão entre fogo e paixão. Poético isso! Quantas calcinhas terá Iaiá deixado para a coleção do astro?
Conclusão: a melodia de Wando é uma Ode ao sexo entre apaixonados

WN. Desculpe vou ali vomitar e já volto. Não consigo controlar minha ânsia quando imagino o ioiô do Wando saindo murcho e aos pingos de dentro da iaiá.

Lidando com o novo clima

Ainda lembro daquele tempo em que a gente ia à praia, bem aqui em frente de casa e depois tirava o sal no piscinão da pérgula do Copa. Eu quedava na minha chaise, sombreada e dispensava o uso de filtro solar que, então, era generosamente substituído pelo meu Rayto de Sol que trazia de minhas idas à Buenos Aires, quando batia pernas horas e horas pela Caje Corrientes. A pele ficava lustrosa, brilhava mesmo. E eu ali semi-deitada, semi- sentada, munida de um bom turbante, estalava os dedos para chamar Régis, que trazia na bandeja de prata mais um Daiquiri.
Bons tempos, diferentes de hoje, quando a gente se vê encomendando carregamentos de potinhos anti-mofo para colocar um em cada prateleira da casa.
Sendo assim, obrigada a conviver com o novo clima que assola Copacabana, o bairro da cidade cinza, nublada e de areias permanentemente úmidas, vamos dar a volta por cima, todas nós, subindo na galocha e lidando com a realidade do aquecimento global e suas implicações em nosso day by day.

LAVANDERIA

Eu que não sabia como a coisa se operava. Firmina, minha criada gorda que mamãe trouxe de Portugal, todas as manhãs invade meu closet e leva consigo uma trouxa de roupas usadas, não sujas, para a lavanderia do apartamento. Antigamente elas voltavam secas e passadas e Firmina ainda as dobrava com capricho por ordem alfabética em minhas prateleiras e gavetas com frente de vidro. Hoje, para minha surpresa, faltou uma anágua de cetim rosa bebê.
Protestei.
Firmina me expôs a situação. As roupas acumuladas na lavanderia entram nas máquinas e tanques de lavar roupas, são centrifugadas umas e torcidas outras. Há ainda aquelas que não toleram a torção e que pedem baixa umidade do ar para secarem au naturel.
Desde 2006 que isto não acontece. Não vamos perder o rebolado por causa disso. São varais e mais varais com roupas úmidas que vão ficando com aquele cheiRo, um misto de Comfort com bolor.
Amiga baranga, estamos em 2009, o clima é Blade Runer, porém deveríamos ser modernas e práticas. Compre uma boa secadora, mande sua criada bater perna num 5 à séc, mas nada de vestir calça jeans com o fundilho molhado. Isso não. Revolte-se, mesmo que isso lhe custe um pouco de encolhimento, mas faz-se necessária uma reforma na área de “selviço”.

LAZER

Fim de semana no campo. Quão prazeroso é um final de semana dez graus abaixo dos meus 37 costumeiros! Entrávamos no Opala de papai e a família partia rumo a Petrópolis, mais exatamente Itaipava, reduto pouco freqüentado nos anos 70 que hoje exporta uma renomada e homônima cerveja. Eu só tomo as pretas.
Clima ameno, chuvas à tardinha e sol pra subir e descer as malharias do Centro. Depois um chá no D’Angelo e a volta à Itaipava, onde nos perdíamos mirando as silhuetas das montanhas.
Isto não nos pertence mais, como ouvi falar uma pessoa no Televisor.
Malas prontas, lá fomos nós, eu e meus amigos Rony e Tony, com uma leva de DVDs e CDs, ultrapassar toda uma linha vermelha para finalmente curtirmos o nosso pós-reveillon na serra. Guias de restaurante na mão, reservamos uma mesa, uma tarde toda na Locanda, atendidas pessoalmente por meu quase irmão Dânio Braga.
Depois de três dias de chuva ininterrupta, fomos ao João Flora que fica logo ali em Pedro do Rio e adquirimos três botinas Zebu. Elas são rústicas, mas atendem perfeitamente o nosso objetivo, com um certo charme country. Depois de nos lambuzarmos com as iguarias de Danio e sairmos altinhos os três, dos vinhos que absorvemos, acompanhados por um enorme ombrellone, voltamos ao veículo que nos levou de volta à origem.
A chuva não parou até que um dia, depois de 10 com a chuva a nos brindar todas as manhãs, dias e noites, resolvemos ignorar o detalhe meteorológico e partir para fazer o que quiséssemos com a chuva e tudo.
Esta é a dica apocalíptica: uma vez que o aquecimento global está aí e vivemos desde que o ano começou, debaixo de chuva, não devemos nos intimidar diante da atual situação do clima.
Botei um bom duas peças, Rony e Tony, seus caleçons e fomos dar um tchibum na cachoeira perto do nosso chalé. Duas peças, toalha no pescoço e as botinas zebú, ficamos engraçadinhos.
Lá fomos nós rio acima, o volume de água era grande. Avistamos uma aglomerado logo adiante com troncos, mato e algumas pedras. Pensei ser um sambaqui, mas que nada.
Enquanto Rony e Tony cheiravam flores exóticas e molhadas, ouvimos um estrondo da natureza. Depois de corrermos e nos pendurarmos os três abraçadinhos em cima de um tronco atravessado, sentimos os respingos em nossos traseiros e pudemos avistar uma cama de solteiro descendo rio abaixo junto com a enxurrada. Cabeça d’agua, ficamos sabendo na venda onde tomamos cada um, um trago de pinga pra desidratar pelo menos um pouco.
Voltamos caminhando e tivemos ainda que lidar com as barreiras caídas em nosso caminho de casa. Lá ficamos até ontem quando meu vizinho, sobrinho de um certo ex-presidente, nos emprestou gentilmente seu helicóptero que parou ali mesmo na Lagoa de onde eu voltei para o Chopin, Tony e Rony para a Dias Ferreira, onde têm um bistrô.
Continuo determinada a ignorar as previsões e hoje me preparo para um piquenique no Parque da Cidade. Levo uma capa, minha botina Zebu que virou coqueluche entre meus vizinhos do Chopin e uma sombrinha.

Amigas barangas, estas são as minhas primeiras observações e recomendações para você que pode estar aí sem saber como lidar com nosso novo clima tropical.
Siga meus passos que você vai bem.
Aguardem mais para o tema Aquecimento Global, e não estou falando do povo do Projac.

La Chanel